QUEM PUBLICA ESTE ANÚNCIO
Chamo-me Matthieu Boulet e sou recrutador independente especializado em medicina veterinária em França (OneMed Recrutement). Cinco anos de atividade, mais de cem colocações. Trabalho por mandato das clínicas: são elas que me pagam, nunca o médico veterinário, em momento nenhum do processo.
A VAGA
Clínica de animais de companhia em Angoulême, departamento da Charente, no sudoeste de França, entre Bordéus e Poitiers.
Medicina geral de animais de companhia: consulta, diagnóstico, cirurgia de tecidos moles, seguimento de internamento. Contrato sem termo (o CDI francês), a tempo inteiro. Aberta a todos os perfis, de recém-formados a colegas com vários anos de prática.
Bordéus fica a hora e meia de carro, com ligações aéreas diretas para Lisboa e para o Porto. Paris fica a duas horas de TGV. A fronteira espanhola fica a cerca de três horas e meia.
A semana legal de trabalho em França é de 35 horas e as férias são de cinco semanas por ano. Sobre horário real, regime de urgências e composição da equipa, respondo em detalhe por mensagem. Prefiro dar números certos a números bonitos.
REMUNERAÇÃO
Entre 2 500 € e 4 000 € líquidos por mês em medicina geral, consoante a experiência, o ritmo de trabalho e o nível de francês. Acima de 4 000 € para perfis experientes e para as especialidades.
Dois pontos mudam a comparação com Portugal: são valores líquidos, já depois de descontos; e em França o salário é pago em 12 meses, não em 14, pois não há subsídio de férias nem subsídio de Natal. A comparação honesta faz-se sobre o total anual.
SOBRE DINHEIRO, SEM RODEIOS
A Irlanda, o Reino Unido e os países nórdicos pagam mais do que a França. Se o seu único critério for o valor do salário, é para lá que deve olhar, e prefiro dizê-lo já.
O que a França oferece e uma ilha não pode oferecer: proximidade, porque dá para vir a Portugal num fim de semana sem transformar a viagem num acontecimento, e para uma primeira saída do país é esta a verdadeira objeção. A língua, porque para quem tem uma língua latina como língua materna o francês adquire-se mais depressa do que o inglês clínico, e aprende-se a trabalhar. E o acompanhamento na instalação.
TRÊS CONDIÇÕES, CUMULATIVAS, POR ESTA ORDEM
1. O FRANCÊS. É o filtro decisivo, e por isso vem primeiro. Nível mínimo real: B1. É preciso conduzir uma consulta de quinze minutos com o dono do animal, sem intérprete. Os donos são franceses: a consulta, o consentimento informado antes de uma cirurgia e a comunicação de uma má notícia fazem-se em francês. O inglês não substitui nada disto. Um colega com quinze anos de prática e um diploma plenamente válido não é colocável em medicina geral se não falar francês. Se ainda não é o seu caso, diga-mo logo na primeira mensagem: há clínicas que aceitam começar com apoio linguístico, mas isso tem de saber-se à partida.
2. A NACIONALIDADE de um país da União Europeia ou do EEE. O artigo L241-1 do Código Rural francês exige as três condições em conjunto: nacionalidade, diploma reconhecido e domínio do francês. Atenção ao equívoco frequente: um diploma obtido fora da UE, mesmo reconhecido por um Estado-membro, resolve a condição do diploma mas não a da nacionalidade. Sem passaporte europeu a inscrição não é possível.
3. O DIPLOMA de medicina veterinária da União Europeia. Todos os cursos ministrados em Portugal estão abrangidos, com reconhecimento automático ao abrigo da diretiva 2005/36/CE.
O QUE FAÇO, E O QUE NÃO FAÇO
Não tenho um catálogo anónimo de várias clínicas em várias regiões. Tenho mandatos identificados: uma clínica concreta, uma equipa, uma cidade, e condições que conheço porque falei com quem contrata. Se a vaga não lhe servir, digo-lhe.
Na prática: preparo consigo o processo de inscrição na Ordem dos Veterinários de França (Ordre national des vétérinaires), leio o seu contrato antes de o assinar, e mantenho o contacto nos primeiros meses após a entrada.
OUTRAS ZONAS ABERTAS
Île-de-France (12 vagas de medicina geral, todas a menos de uma hora do centro de Paris), Lorena e Alsácia (9 vagas, junto às fronteiras alemã e luxemburguesa), Lille e o Norte (7 vagas), Troyes e a Bretanha.
CONTACTO
Matthieu Boulet, OneMed Recrutement
[email protected]
+33 6 23 57 25 51
Não falo português com fluência: escreva-me em francês ou em inglês.